Um olhar para a alma familiar

A visão sistêmica das relações humanas e as Constelações familiares evidenciam  a existência de uma consciência mais ampla que une os membros de uma família e os dirige. Essa consciência (da qual, na verdade, não temos consciência imediata) inclui a todos, vivos e mortos e podemos dar a isso o nome de “inconsciente familiar” ou, com certa licença poética, “alma familiar”. Entretanto, para compreender do que se trata, precisamos, em primeiro lugar,  nos desprender da ideia ocidental de “alma” como uma entidade ou força pessoal que anima e está aprisionada ao corpo. As experiências das constelações familiares mostram que participamos de uma “grande alma”, isto é, que não temos uma alma, mas estamos em uma alma. O indivíduo pertence a alma, é parte dela.

Essa alma, ou consciência,  tem duas funções: 1. nos vincula a um todo maior; 2. nos dirige, nos conduz.

Somos, portanto, um elo de uma grande corrente que nos liga a todos que nos precederam e os que convivem conosco, como se todos partilhássemos de uma mesma vida e de uma mesma alma. Assim, a alma nos ultrapassa e abrange nosso entorno, nossa família e outros grupos maiores e o mundo como um todo.

Portanto, a família e o grupo familiar tem manifestadamente uma alma comum e uma consciência comum, que liga entre si os membros da família e os guia. É disso que se trata a terapia sistêmica e a Constelação Familiar: um olhar para a alma familiar.

Compartilhar Post:

Copiar link desse post:

Copiar